Revista Escola Moderna

A publicação Escola Moderna, propriedade do Movimento da Escola Moderna (MEM) surge em Junho de 1974, sob a forma de Boletim Interno, como veículo de divulgação dos princípios da Associação, e instrumento de apoio aos professores.

Em 1976, policopiado a partir de stencil e em resultado de um novo esforço, o Boletim passa a chegar a mais pessoas e a ser distribuído com maior regularidade.

Em termos formais, como refere António Nóvoa (in Imprensa de Educação e Ensino, 1993), mantém uma «relativa homogeneidade apesar de haver um período em que é constituído por Textos Monográficos e Textos de Apoio, afirmando sempre uma orientação e prática pedagógicas decorrentes das propostas» do Movimento.

Ao longo dos últimos trinta anos têm sido evidentes e crescentes os esforços para a criação e manutenção da Revista Escola Moderna que advêm da forma como o MEM tem vindo a pensar «a profissão de educar» (Niza, S).

Os profissionais que em cooperação se vinham habituando a «dizer a ação educativa» das suas salas de aula decidiram investir na aprendizagem pela escrita das coisas da profissão em cadernos e folhas volantes, diários de bordo, diários profissionais, etc. Passou-se assim do dizer ao dizer-escrever, ultrapassando-se a tensão para conseguir uma cada vez maior capacidade de intervir cívica e socialmente. Desde início o Boletim pretendeu aprofundar e divulgar as práticas. Conseguiu-se chegar mais longe e com maior segurança na profissão porque, partindo do dizer das práticas, avançou-se para a teorização através da escrita e da reflexão escrita sobre essas práticas. Tem sido um longo caminho no interior do Movimento e do interior para o seu exterior.

O MEM na sua Revista (Escola Moderna), especialmente a partir da 5º série, tem vindo, firme na sua tradição, a divulgar relatos de práticas profissionais, mas também de sínteses e extractos de ensaios, de dissertações de mestrado e mesmo de teses de doutoramento. Esse esforço de escrita tem a grande importância da afirmação do MEM porque, hoje, já se pode alargar a outros educadores profissionais como contributo, no dizer de Sérgio Niza (2002), para a aprendizagem em cooperação, sedimentada em fluxos de escrita que nos (trans)formam.

Para aprofundar a leitura sobre a revista Escola Moderna pode ler o artigo [+].

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